O primeiro caso foi registrado em Fort Collins, no Colorado, em agosto de 2025. À época, o Departamento de Parques e Vida Selvagem do estado comunicou que os coelhos estavam infectados pelo vírus do papiloma da cauda-de-algodão (CRPV), mais conhecido como vírus do papiloma de Shope. Essa infecção resulta em lesões que podem se transformar em protuberâncias visíveis na cabeça e em outras partes do corpo dos coelhos.
A transmissão do CRPV ocorre, principalmente, através de picadas de mosquitos e carrapatos, que, ao se alimentarem de um animal infectado, podem levar o vírus a outros coelhos. Os sintomas incluem o aparecimento de manchas vermelhas elevadas na pele, que podem progredir para verrugas. Em casos mais severos, essas verrugas podem evoluir para papilomas queratinizados, que são crescimentos normalmente benignos, mas que, sob certas circunstâncias, podem resultar em carcinoma espinocelular—um câncer de pele grave.
No último mês de junho, novos avistamentos foram reportados em Minnesota e Wisconsin, onde moradores também notaram a presença desses coelhos com formações semelhantes. Essas observações levantam a questão da epidemiologia do vírus e as condições que favorecem a infecção.
As autoridades de saúde pública nos Estados Unidos têm se mostrado atentas a essa situação e enfatizam que, até o momento, não há evidências de que o vírus possa ser transmitido aos seres humanos. Como precaução, recomendam que as pessoas mantenham distância dos animais afetados, evitando interações que possam agravar a situação ou permitir a proliferação do vírus.
Com o aumento dos relatos e a curiosidade da população, as discussões sobre a saúde da fauna e as conexões entre vírus e ambiente se intensificam, revelando uma dimensão interessante na relação entre humanos e a vida selvagem.





