Para financiar essa operação, a Cocos Capital utilizará capital próprio, optando por uma estrutura de pagamento híbrida, que combina dinheiro e a emissão de ações. O presidente do conselho de administração e cofundador da Cocos Capital, Nicolás Mindlin, enfatiza a importância do Brasil em sua estratégia de expansão, caracterizando-o como o maior mercado de capitais da América Latina e uma oportunidade para estabelecer uma plataforma escalável.
Atualmente, a Cocos Capital possui cerca de 2 milhões de clientes na Argentina, com uma receita registrada de aproximadamente US$ 49,7 milhões em 2025, e um EBITDA ajustado de US$ 25 milhões. A entrada no Brasil não apenas amplia suas operações, mas também reformula a base acionária da empresa, trazendo investidores da Warren, como a Kaszek Ventures, para dentro da nova estrutura acionária.
A operação também contempla a separação de alguns ativos e da equipe da Warren, indicando uma reestruturação significativa. A Cocos Capital, além da aquisição em questão, comprou o Banco Voii na Argentina e está otimista em superar a marca de US$ 100 milhões em receita anual até o final deste ano, além de planejar a administração de mais de US$ 4 bilhões em ativos.
Ariel Sbdar, diretor executivo e cofundador da Cocos Capital, pontua que a empresa pretende aplicar no Brasil os aprendizados adquiridos na Argentina. O objetivo central é simplificar o processo de investimentos e se concentrar na eficiência, prometendo uma nova era de oportunidades tanto para a Cocos quanto para seus futuros clientes brasileiros. Essa movimentação revela não apenas a ambição da Cocos Capital, mas também a crescente relevância do Brasil como um polo financeiro na América Latina.





