O presidente francês Emmanuel Macron se reuniu, na véspera da cúpula, com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky no Palácio do Eliseu, onde anunciou um novo pacote de ajuda militar no valor de 2 bilhões de euros, equivalente a aproximadamente 12,3 bilhões de reais. De acordo com Macron, os objetivos da cúpula incluem a finalização dos planos de apoio militar imediato a Kiev, o fortalecimento do Exército ucraniano e a definição de garantias de segurança que incluiriam a discussão sobre o potencial envio de tropas.
O encontro reunirá representantes de 31 países, incluindo líderes de nações-chave como a Alemanha e a Holanda, além de representantes do Canadá, Noruega e Turquia. Entretanto, o tema do envio de tropas é controversial. A Itália, por exemplo, já se manifestou contra essa possibilidade, levando a um acirrado debate sobre a viabilidade da presença militar ocidental na Ucrânia. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, criticou a ideia proposta em edições anteriores como “arriscada e ineficaz”.
Entre os europeus, a preferência é por oferecer equipamentos militares e reforçar as unidades da OTAN, evitando assim um “desembarque de tropas”, o que vem sendo alegado como uma medida premature. Países como Alemanha, Polônia, Espanha, Noruega e Hungria já deixaram clara sua resistência à ideia de enviar soldados, argumentando que a situação requer uma abordagem menos invasiva.
Por outro lado, a Rússia tem reagido fortemente a essas propostas, com líderes como Vladimir Rogov, chefe da Comissão de Soberania da Rússia, chamando a iniciativa de um “circo sangrento”. O Kremlin reforçou sua posição de que a presença de forças estrangeiras na Ucrânia seria provocativa e poderia criar novos desafios significativos na região.
Além disso, o Serviço de Inteligência Externa da Rússia indicou que o Ocidente estaria planejando a movimentação de cerca de 100 mil tropas sob o pretexto de “forças de paz”, uma ação que a Rússia considera uma ocupação. O cenário complexo envolvendo a Ucrânia continua a exigir um delicado equilíbrio entre o apoio militar e a busca por soluções diplomáticas, com as recentes tensões na reunião em Paris refletindo as amplas divisões que permanecem entre os aliados europeus na resposta à crise.





