CMN Anuncia Redução de Taxas de Juros e Novo Limite de Financiamento para Agricultura na Safra 2026/27

Conselho Monetário Nacional Anuncia Novas Taxas de Juros para o Ano Safra 2026/27

Em uma reunião extraordinária, o Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciou as novas taxas de juros para as linhas de crédito com recursos controlados voltadas à agricultura empresarial e familiar, válidas para o ano safra 2026/27. A resolução aprovada nesta terça-feira mantém a intenção do governo de estimular o setor agrícola, conforme delineado no Plano Safra também divulgado hoje.

As mudanças nas taxas de juros representam um ajuste significativo com o objetivo de fortalecer a agricultura familiar. As principais linhas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) tiveram suas taxas de juros reduzidas: os empréstimos para investimento vão de 8,0% para 7,5% ao ano, enquanto os destinados ao custeio diminuem de 6,0% para 5,5% ao ano. Para operações de custeio relacionadas a produtos da sociobiodiversidade e produção em sistemas orgânicos, a taxa foi reduzida de 2,0% para 1,0% ao ano.

No âmbito da agricultura empresarial, os segmentos de crédito também se beneficiaram. As taxas para custeio e comercialização caíram de 14% para 12,5% ao ano. Os financiamentos voltados para investimentos, que antes estavam fixados em 12,5%, agora contam com uma nova taxa de 11,5% ao ano. Outras linhas de crédito, como aquelas direcionadas a cooperativas, também foram impactadas: a taxa foi reduzida de 14% para 12,5% ao ano.

Além da revisão das taxas, o CMN anunciou a elevação dos limites de financiamento de diversos programas. O teto para créditos de investimento saltou de R$ 1 milhão para R$ 1,5 milhão. O Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro) agora permite um financiamento de até R$ 15 milhões, um aumento considerável em relação ao limite anterior de R$ 12 milhões. Outros ajustes foram feitos nos limites para o Pronaf Agroindústria, Pronaf Mulher e diversas outras linhas, refletindo a necessidade de atender a demanda crescente por modernização e inovação no setor.

Essas alterações visam não apenas a redução dos custos financeiros para os produtores, mas também o fomento à adoção de práticas sustentáveis e inovadoras no campo, essenciais para a competitividade da agricultura brasileira em um cenário global cada vez mais exigente.

Sair da versão mobile