Na Copa Libertadores, os clubes brasileiros mostraram um desempenho impressionante, conseguindo quatro vitórias e dois empates nas seis partidas disputadas. O Mirassol, por exemplo, brilhou em casa com uma vitória de 1 a 0 sobre o Lanús, e, com isso, o aproveitamento brasileiro na competição alcançou notáveis 78%. Essa taxa de sucesso ressalta a importância que a Libertadores possui para os times do Brasil, que tradicionalmente a veem como a principal competição do continente.
Por outro lado, a Sul-Americana apresentou um panorama desolador para as equipes nacionais. Dos sete jogos realizados, apenas o São Paulo conseguiu a vitória, ao derrotar o Boston River por 1 a 0 em Montevidéu. Enquanto isso, as outras equipes enfrentaram dificuldades, resultando em quatro derrotas e dois empates, o que se traduziu em um aproveitamento de apenas 23,8%. Essa discrepância nos resultados reflete a disposição estratégica dos clubes em priorizar a Libertadores, muitas vezes escalando times reservas na Sul-Americana.
Um exemplo claro dessa situação foi o Vasco, cujo técnico, Renato Gaúcho, optou por não viajar com sua equipe principal para o duelo contra o Barracas Central, resultando em um empate sem gols. Atlético-MG e Bragantino também decidiram escalar times reservas e acabaram saindo derrotados em suas respectivas partidas. Equipes como Santos, Grêmio e Botafogo, por sua vez, utilizaram seus principais jogadores, mas também não conseguiram se destacar, com o Botafogo sendo o único a pontuar ao empatar em casa com o Caracas.
Esses resultados demonstram a disparidade de interesse e comprometimento dos clubes brasileiros em relação às duas competições continentais, com a Copa Libertadores se destacando como o grande objetivo da temporada, enquanto a Sul-Americana é tratada como um torneio secundário, refletindo a estratégia e a realidade do futebol brasileiro no cenário internacional.
