A estratégia de Piu durante a prova foi marcada por uma mescla de confiança e um pequeno desacerto final. Após acompanhar as performances impressionantes de seus adversários, como o norte-americano Rai Benjamin, primeiro colocado na bateria inicial com um tempo de 48s82, e o norueguês Karsten Warholm, vencedor na segunda bateria com 47s57, Piu manteve-se competitivo. Liderando sua bateria até os momentos finais, ele acabou reduzindo o ritmo prematuramente ao considerar que a vitória estava garantida. Esta escolha abriu a oportunidade para seus concorrentes ultrapassarem-no na linha de chegada, resultando em seu terceiro lugar com o tempo de 48s75. “Vi que eu passei primeiro, que tinha um CJ Allen ali perto, falei ‘tá tranquilo, não tem necessidade de me matar’. Mas eu só vi mesmo que eles me passaram quando eu passei a linha mesmo, mas foi um descuido. Tomei até um puxão de orelha do treinador (Felipe de Siqueira),” comentou Piu ao finalizar a prova.
Na classificação geral das eliminatórias, considerando todos os tempos, Piu posicionou-se em 13º lugar, à frente de Rai Benjamin, que ficou em 16º. O melhor tempo foi marcado pelo norueguês Karsten Warholm, que é o atual recordista mundial da modalidade.
Além de Piu, Matheus Lima também garantiu sua continuidade na competição ao assegurar a segunda colocação em sua bateria com um tempo de 48s90, uma notável estreia nos Jogos Olímpicos. Já no cenário feminino, Chayenne da Silva, que havia competido no domingo nos 400 metros com barreiras, participou da repescagem nesta segunda-feira, mas infelizmente não conseguiu avançar para a semifinal.
Essas performances, tanto de Piu quanto de Matheus Lima, trazem esperança e expectativas para o atletismo brasileiro em Paris-2024, destacando o potencial e a determinação dos nossos atletas na busca por medalhas olímpicas.







