As peculiaridades que marcam essa rivalidade histórica são evidentes tanto dentro quanto fora de campo. Os torcedores do CSE costumam levar para os estádios caveiras de boi com chifres, uma forma de provocação direta aos seus rivais de Arapiraca. Em contrapartida, os apaixonados pelo ASA respondem com cantos humorados que fazem menção a mitos urbanos de Palmeira dos Índios, provocando um desconforto fictício após a ingestão de “carne de cachorro”.
Essas manifestações folclóricas não são simplesmente provocações, mas sim rituais de identidade e celebração das raízes regionais que cada clube representa. Elas enfatizam como o futebol está intrinsecamente ligado à cultura local em Alagoas, servindo como um meio de expressão de rivalidades amigáveis que atravessam gerações.
A presença dessas tradições nos estádios, especialmente em partidas de alto nível de tensão como o clássico entre CSE e ASA, ressalta a capacidade do esporte de unir as pessoas, mesmo em meio a diferenças. É um lembrete constante de que o futebol vai além de gols e jogadas memoráveis, sendo também uma celebração das culturas locais e da diversidade.
Autoridades esportivas e organizadores de eventos se empenham para que essas rivalidades se mantenham dentro dos limites do respeito mútuo e da segurança, valorizando a paixão pelo futebol como um meio de união e alegria, e não de divisão. O clássico entre CSE e ASA, portanto, é mais do que um simples jogo; é uma celebração da história, tradição e paixão que tornam o futebol alagoano tão especial.





