A prática de armazenamento dos celulares nas escolas é uma alternativa que está sendo cada vez mais implementada, com 40% das instituições adotando regras específicas para o manejo desses aparelhos. Dentre essas, 24% exigem que os alunos guardem seus celulares em mochilas ou estojos, enquanto 16% demandam que os estudantes deixem seus dispositivos em locais determinados pela escola, como armários ou caixas. Um número considerável de instituições, 9%, ainda não se posicionou sobre o assunto ou não segue diretrizes nesse sentido.
Focando especialmente no Ensino Médio, a pesquisa evidencia que 31% das escolas proíbem o transporte de celulares, destacando-se como o segmento que menos restringe o uso desses dispositivos. Além disso, o estudo expõe que 80% das escolas estão engajadas em discussões com pais e professores sobre o impacto das tecnologias na vida acadêmica dos estudantes, refletindo um aumento de 18% nesse debate em comparação ao ano anterior.
Outro dado relevante diz respeito à utilização pedagógica dos celulares, que se mostra mais forte entre alunos do Ensino Médio, especialmente nas regiões Norte, Nordeste e áreas rurais. Isso se deve em parte à escassez de equipamentos como computadores, o que faz com que os celulares se tornem uma ferramenta substitutiva na aprendizagem.
A pesquisa também indica que apenas 23% das escolas oferecem infraestrutura para aulas de robótica, com uma disparidade acentuada entre redes públicas: as escolas estaduais possuem três vezes mais acesso a recursos de robótica do que as municipais. No que diz respeito à inteligência artificial, 53% dos gestores afirmam já utilizar essa tecnologia na administração escolar e 37% das instituições permitem que alunos se beneficiem dela nas atividades escolares. Contudo, apenas 22% oferecem diretrizes formais sobre seu uso.
Com uma amostra de 2.404 escolas, entre urbanas e rurais, a pesquisa lança luz sobre as diversas realidades e desafios enfrentados pelas instituições de ensino no Brasil em um mundo cada vez mais digital.
