A datação por radiocarbono indicou que o sepultamento ocorreu entre 9290 e 8925 a.C. Esse marco temporal é significativo, pois representa um período crucial na pré-história britânica. Os pesquisadores também conseguiram extrair DNA antigo dos restos mortais, o que poderia oferecer novas perspectivas sobre a diversidade genética dos habitantes da época.
As investigações adicionais revelaram que a maioria dos indivíduos encontrados nos sepultamentos era do sexo feminino. Essa prova, junto à análise da disposição dos corpos, sugere que os enterros foram feitos de maneira sucessiva, com os novos corpos sendo colocados com cuidado de forma a não perturbar os anteriores. Esse método de enterro, que parecia respeitar as tradições funerárias anteriores, permaneceu estável ao longo de milhares de anos, refletindo uma continuidade cultural e social significativa.
Além disso, foram encontrados ornamentos e ferramentas de pedra datados de várias eras, incluindo o Mesolítico, Neolítico e Idade do Bronze, indicando uma riqueza de práticas culturais e tecnológicas. A análise das mudanças populacionais ao longo desses períodos também sugere uma dinâmica social e biológica complexa, embora as práticas funerárias tenham se mantido relativamente constantes.
Esse achado não apenas oferece uma visão fascinante sobre a vida e tradições de um povo que habitaria a Grã-Bretanha há milênios, mas também enriquece nosso entendimento sobre o desenvolvimento cultural e as relações sociais em um mundo em constante transformação. O túmulo da criança, portanto, se torna uma janela rara para a história antiga, iluminando aspectos da experiência humana que permanecem obscuros.
