De acordo com o relato da polícia local, o suspeito foi flagrado despejando um líquido inflamável sobre o altar, que recentemente passou por reformas, e ateando fogo em seguida. Apesar da rápida resposta das autoridades, que controlaram as chamas antes que se alastrassem para a igreja, danos significativos foram causados ao altar. Além do ato de incêndio, o indivíduo também pichou a imagem da Nossa Senhora, conhecida como Rainha da Paz, utilizando tinta spray preta. Frases ofensivas, dentre elas “Diabo de saia”, estavam visivelmente marcadas na escultura, acompanhadas de mensagens que criticavam os videntes locais.
Outro aspecto alarmante do ocorrido foi a presença de uma faixa deixada ao lado da estátua, onde o autor nomeava os seis primeiros videntes de Medjugorje e alegava que eram impostores, mencionando que possuía provas para tal afirmação. O autor do ato, identificado como Krakowiak Bartlomiej Wlodzimierz, é conhecido entre peregrinos por sua trajetória de fé e superação de problemas relacionados ao uso de drogas, sendo considerado uma figura de renovação espiritual, o que torna o ato ainda mais chocante.
Após sua detenção em Cerno, nas proximidades de Ljubuski, foi revelado que o homem, ao ser confrontado inicialmente, tentou se passar por holandês. O motivo que o levou a cometer esses atos permanece incerto, mas as consequências legais podem ser severas, com a possibilidade de até cinco anos de prisão.
O santuário de Medjugorje, em resposta ao ato de vandalismo, reafirmou seu compromisso com os peregrinos, garantindo que a programação religiosa seguirá normalmente e que as áreas danificadas estão em processo de limpeza e restauração. O Ministro do Turismo da Itália, Gianmarco Mazzi, também se manifestou, condenando a ação como uma afronta a milhões de devotos que visitam o local anualmente.
As autoridades bósnias continuam a investigar o caso, com o intuito de apurar as verdadeiras motivações por trás dos atos violentos e a conexão entre os diferentes incidentes ocorridos na mesma noite.
