Classificado como o território mais pobre da França, Mayotte ainda está avaliando os estragos provocados pelo ciclone, que ocorreu no sábado (14/12). As autoridades locais estão mobilizando equipes de resgate para lidar com os danos significativos e realizar operações de auxílio às comunidades afetadas.
A intensidade do ciclone tropical aumentou consideravelmente ao cruzar o Canal de Moçambique durante a noite, tocando a terra cerca de 40 km ao sul da cidade de Pemba, segundo informações do serviço meteorológico local. O diretor do Instituto Nacional de Meteorologia de Moçambique, Adérito Aramuge, relatou a severidade da situação, destacando a falta de comunicação com Pemba desde as primeiras horas da manhã.
A Unicef, que atua na região, se comprometeu a prestar assistência às vítimas da tempestade. Casas, escolas e unidades de saúde foram parcial ou totalmente destruídas, exigindo um esforço conjunto entre a agência da ONU e o governo para garantir a continuidade dos serviços essenciais.
Os serviços meteorológicos moçambicanos emitiram alertas para tempestades, ventos com rajadas de até 260 km/h e chuvas torrenciais de mais de 250 mm em 24 horas nas províncias de Cabo Delgado e Nampula. Imagens vindas de Pemba mostram a intensidade das chuvas, ventos que dobraram árvores e casas danificadas pela força da tempestade.
Em Mayotte, o cenário é descrito como apocalíptico, com telhados arrancados, postes de energia e árvores derrubados. O ciclone Chido é considerado o mais intenso a atingir o território ultramarino francês em mais de 90 anos, deixando um terço da população, estimada em 320 mil habitantes, vivendo em abrigos precários, agora completamente destruídos.
A situação é ainda mais complicada devido à presença de imigrantes ilegais na região, que, temendo detenção e deportação, resistiram em buscar abrigo seguro durante a passagem do ciclone. O ministro do Interior da França, Bruno Retailleau, reconheceu a gravidade da situação e mobilizou ações de resgate e logística para atender às necessidades das comunidades afetadas.
Neste momento de crise, a solidariedade e a união da população tornam-se fundamentais. As autoridades locais pedem que os habitantes permaneçam confinados e solidários, enquanto esforços de resgate e assistência seguem em curso para minimizar os impactos do ciclone Chido em Moçambique e em Mayotte.
