O encontro ocorreu na sede do Tesouro em Washington e trouxe a tona a necessidade urgente de que os bancos estejam cientes dos perigos que o uso de tal tecnologia pode acarretar. Fontes anônimas, devido à natureza privada das discussões, revelaram que a intenção foi garantir que as instituições financeiras adotem medidas de proteção efetivas, assegurando a integridade de seus sistemas diante das novas ameaças.
Enquanto isso, no Brasil, o Banco Central (BC) demonstra um posicionamento igualmente vigilante em relação ao uso crescente da IA no Sistema Financeiro Nacional. Durante a apresentação do Relatório de Estabilidade Financeira de novembro de 2025, Ailton Aquino, diretor de Fiscalização do BC, ressaltou preocupações fundamentais, incluindo a questão da “caixa-preta” que caracteriza muitos modelos de IA. Esse termo refere-se à dificuldade em compreender como determinados resultados são gerados por esses sistemas, o que pode levar a vieses indesejáveis e a efeitos de governança duvidosos.
Além disso, o BC já manifestou sua intenção de regulamentar aspectos relacionados à IA e à computação quântica, especialmente no que tange à segurança de dados e prevenção de fraudes. Essa iniciativa é ainda mais pertinente em um contexto em que o cibercrime alcançou níveis alarmantes. Em 2025, o FBI registrou mais de 1 milhão de queixas relacionadas a fraudes, resultando em perdas financeiras que ultrapassaram a marca de 20 bilhões de dólares, uma elevação significativa em relação ao ano anterior. O Brasil, nesse cenário, figura entre os 20 países com mais registros de incidentes, o que destaca a urgência de uma resposta robusta e coordenada tanto das autoridades quanto das instituições financeiras para enfrentar esses desafios.
