Choro e Defesa Marcam Depoimento do Avô de Jairinho em Julgamento da Morte de Henry Borel

No tribunal, a tensão foi palpável durante o sétimo dia do julgamento da trágica morte de Henry Borel. O ex-vereador Jairinho, seu pai Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como coronel Jairo, foi uma das testemunhas a se pronunciar em defesa do filho, que, juntamente com Monique Medeiros, é acusado de homicídio triplamente qualificado, tortura e outros crimes graves. A saga, que remonta a março de 2021, traz à tona uma série de alegações perturbadoras sobre a violência que supostamente o menino teria sofrido.

Durante seu depoimento, o coronel expressou um profundo desespero emocional, afirmando que Jairinho está sendo injustamente perseguido. “É uma covardia o que estão fazendo com ele”, destacou, caracterizando o filho como alguém de “caráter muito forte” e, em suas palavras, um “amor de pessoa”. O avô, visivelmente emocionado, chorou ao compartilhar memórias do filho e do relacionamento que sempre tiveram, provocando uma onda de emoção na sala do tribunal.

Ele descreveu o momento em que chegou ao hospital Barra D’or, onde Henry foi levado após a fatalidade. Jairo mencionou que encontrou Monique em estado de choque e descreveu a cena como angustiante, enfatizando a dor e a aflição presentes naquela madrugada fatídica. “Fiquei cerca de 40 minutos orando e dando apoio a Monique”, disse, referindo-se à tentativa de confortá-la.

Ao longo do julgamento, com 24 testemunhas previstas, o foco se voltou também para as alegações de agressões feitas por ex-namoradas de Jairinho e a filha de uma delas. Essas narrativas levantaram suspeitas e exigiram uma defesa robusta da parte do coronel Jairo. Ele não hesitou em descreditar os relatos, afirmando que as versões eram induzidas e, em sua percepção, sem fundamento.

O caso de Henry Borel não é apenas um processo jurídico; é uma sombria reflexão sobre a violência e as dinâmicas familiares. A dor de uma família em busca de justiça é entrelaçada com as alegações de crueldade que cerram o olhar da comunidade sobre o que pode ter acontecido por trás das portas fechadas de um lar. A procura pela verdade, neste drama familiar, continua a ecoar entre as inúmeras vozes que agora se fazem ouvir no tribunal.

Sair da versão mobile