A meta estabelecida por Pequim é elevar as reservas de energia para impressionantes 440 milhões de toneladas equivalentes de petróleo, conforme os planos delineados pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma e pela Administração Nacional de Energia. Para isso, a China planeja expandir sua vasta rede de gasodutos em 20.000 quilômetros, totalizando cerca de 220.000 quilômetros de tubulações em todo o país. Além disso, a capacidade de armazenamento de gás natural deverá superar 13% do consumo nacional, o que será complementado por uma capacidade anual de recebimento de gás natural liquefeito (GNL) de 200 milhões de toneladas e 114 bilhões de metros cúbicos de gás a serem importados via gasoduto.
Em um cenário de crescente complexidade geopolítica, o governo chinês almeja criar um sistema moderno de fornecimento de energia que combinem a segurança no abastecimento com o desenvolvimento sustentável. A transição energética também envolve um aumento na capacidade de captura e armazenamento de carbono, com um objetivo de injetar anualmente 10 milhões de toneladas de dióxido de carbono utilizando tecnologias de captura, utilização e armazenamento de carbono (CCUS).
O diretor do Centro de Pesquisa em Economia de Energia da Universidade de Xiamen, Lin Boqiang, destacou que a crescente demanda por reservas energéticas é uma resposta à volatilidade do cenário global. Segundo estimativas, a produção combinada de petróleo e gás da China deverá alcançar 420 milhões de toneladas equivalentes de petróleo até 2025. O foco também está na produção de petróleo de xisto, que deve ultrapassar 8,5 milhões de toneladas nesse período, superando em mais de dez vezes a produção de 2018.
Essas iniciativas visam não apenas fortalecer a autossuficiência energética da China, mas também minimizar as vulnerabilidades nas cadeias globais de suprimento, garantindo que o país esteja bem posicionado em um mercado energético global em rápida mudança. A digitalização e automação do setor energético também são componentes-chave desta transformação, preparando a China para um futuro mais sustentável e independente em termos energéticos.
