Esse novo motor é projetado para operar continuamente, desde a partida em velocidade zero até alcançar impressionantes velocidades que superam Mach 6, o que equivale a cerca de 7.156 km/h. Este desenvolvimento visa resolver um dos maiores desafios enfrentados em voos de alta velocidade: a necessidade de múltiplos sistemas de propulsão. Tradicionalmente, para alcançar velocidades hipersônicas, é preciso empregar um motor a turbina para velocidades abaixo de Mach 3 e um ramjet para aquelas superiores, tornando o processo de voo mais complexo e ineficiente.
Após mais de trinta anos de intensas pesquisas e experimentações, a equipe chinesa finalmente conseguiu testar um protótipo funcional do motor. Apesar de ainda estar na fase de aperfeiçoamento, espera-se que essa tecnologia proporcione um salto qualitativo nas capacidades das forças armadas e nas iniciativas aeroespaciais da China. Entre as próximas etapas, destaca-se a tarefa de adaptar o motor para diferentes plataformas aéreas, além de realizar testes de voo em condições reais.
O acadêmico Xu Jianzhong comentou sobre a importância desse desenvolvimento, ressaltando que a criação de motores baseados nesse novo princípio representa uma estratégia vital para quebrar o monopólio tecnológico ocidental e, potencialmente, superar as inovações provenientes do Ocidente. A expectativa é que essa conquista não apenas impulsione o setor militar, mas também posicione a China como uma referência em tecnologia aeronáutica no cenário global. Essa ambição reflete a crescente competição entre potências mundiais em áreas críticas da tecnologia avançada.







