As tarifas chinesas, que vão de 10% a 15%, atingem principalmente exportações dos EUA, incluindo gás natural liquefeito, carvão, petróleo bruto, equipamentos agrícolas e uma seleção de produtos automotivos. De acordo com a embaixada da China em Washington, as novas taxas entrarão em vigor a partir das 12h01 de segunda-feira, horário de Pequim, o que corresponde ao final do dia 8 de fevereiro em Washington.
Esse desenvolvimento interrompe as esperanças de que um novo acordo comercial pudesse ser alcançado entre os países, algo que anteriormente parecia possível. A estratégia de Pequim era inicialmente percebida como uma tentativa de abrir espaço para negociações e evitar uma nova escalada no conflito comercial. Contudo, com a implementação das tarifas, a possibilidade de um acordo torna-se cada vez mais distante.
Além das tarifas, a China também implementou medidas adicionais que incluem a abertura de investigações antitruste contra empresas norte-americanas, como o Google e a Illumina, além de incluir na lista negra a holding que controla marcas como Calvin Klein e Tommy Hilfiger. Essas ações revelam um movimento mais amplo da China em direção ao controle estratégico de sua cadeia de suprimentos, especialmente em relação a materiais raros essenciais para indústrias chave como a defesa e energias renováveis.
As consequências desse cenário são complexas e podem impactar não apenas as economias dos dois países, mas também as relações comerciais globais. A escalada nas tarifas e a falta de um diálogo produtivo geram incertezas no mercado internacional, o que poderá se refletir em oscilações econômicas em várias partes do mundo.







