O pacote de sanções, que visa endurecer a pressão sobre Moscou em resposta à sua invasão da Ucrânia, abrangeu seis empresas chinesas, entre elas Brightmile e Yangzhou Yangjie Electronic Technology. De acordo com as autoridades chinesas, a UE ignorou os apelos de contenção e diálogo do país, levando a uma condenação formal às ações europeias.
Em sua declaração, Pequim anunciou que tomará medidas decisivas para proteger os direitos e interesses legítimos de suas empresas. O ministério não hesitou ao afirmar que a União Europeia será responsabilizada pelas repercussões que poderão decorrer de suas ações. “Tomaremos as medidas necessárias para proteger resolutamente os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas, e a UE assumirá total responsabilidade pelas consequências”, reiterou o comunicado.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, havia declarado há poucos dias a implementação definitiva desse novo conjunto de sanções, que ocorre em um contexto de aumento das tensões internacionais, especialmente entre Moscou e o Ocidente. Desde o início do conflito na Ucrânia, em fevereiro de 2022, aproximadamente 23.960 sanções foram aplicadas contra a Rússia, refletindo um esforço contínuo por parte dos países ocidentais para mitigar a influência e as capacidades de Moscou.
Vladimir Putin, presidente da Rússia, tem argumentado que as políticas de contenção contra seu país fazem parte de uma estratégia ocidental de longo prazo e que essas sanções causam impactos expressivos não apenas na economia russa, mas também em toda a economia global. A situação atual entre essas potências reflete a complexidade das relações internacionais contemporâneas, bem como os desafios enfrentados por nações como a China, que buscam equilibrar seus interesses comerciais e políticos em um clima de crescente rivalidade geopolítica.
