Os dados oficiais do Escritório Nacional de Estatísticas da China revelam que o número total de nascimentos em 2025 foi de apenas 7,92 milhões, o menor registro em décadas. Este número representa uma queda em relação aos 9,54 milhões registrados em 2024. Em contraste, o número de mortes aumentou, chegando a 11,31 milhões, em comparação com 10,93 milhões no ano anterior. Essa discrepância entre nascimentos e mortes ilustra a dinâmica preocupante que está moldando a demografia chinesa.
Além disso, a taxa de matrimônios na China também caiu drasticamente, com uma redução de cerca de 20% em 2024. Apenas 6,1 milhões de casais formalizaram seus casamentos, em comparação com 7,68 milhões em 2023. A diminuição dos casamentos, frequentemente associada às taxas de natalidade, sugere uma futura continuidade na queda dos nascimentos, além de refletir a alteração nos valores sociais e nas expectativas das novas gerações.
No entanto, há uma expectativa de leve recuperação nos nascimentos em 2026. Isso se deve a uma nova política implementada em maio de 2025, que permite que casais se casem em qualquer local do país, facilitando o processo de formalização do relacionamento. Essa mudança é uma tentativa do governo chinês de estimular a natalidade em um cenário de envelhecimento populacional acelerado.
Diante desse contexto, a China se depara com o desafio de sustentar sua força trabalhista e manter a saúde de seus orçamentos previdenciários. milhões de cidadãos estão prestes a deixar o mercado de trabalho, pressionando as contas públicas em um momento em que as demandas sociais se acumulam. A queda contínua da população representa, portanto, não apenas um problema demográfico, mas um teste econômico que exigirá respostas inovadoras e eficazes nos anos vindouros.






