Guo Jiakun reiterou que a China adota uma “abordagem prudente e responsável em relação à exportação de produtos militares”, ressaltando que o país segue rigorosamente suas leis de controle de exportação, bem como suas obrigações no âmbito internacional. Segundo ele, os relatos sobre fornecimento de armas à Teerã são fabricados e desprovidos de fundamento. O porta-voz advertiu que as medidas restritivas impostas pelos EUA não apenas são inadequadas, mas também podem exacerbar tensões internacionais, caracterizando-se como um comportamento perigoso e irresponsável.
Além das questões bilaterais, a tensão na região do Oriente Médio se intensificou com a recente implementação de um “bloqueio total” ao tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma decisão anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Este bloqueio, que entrou em vigor na última segunda-feira, 13 de abril, se aplica a todas as embarcações de qualquer nacionalidade que tenham como origem ou destino ports iranianos. O governo dos EUA justifica essa ação como uma medida de segurança para seus interesses na região.
Vale destacar que o Estreito de Ormuz é uma das vias de navegação mais vitais do mundo, responsável por cerca de 20% de todo o petróleo consumido globalmente. Desde o final de fevereiro, o Irã já havia iniciado a restrição de passagem através dessa importante rota marítima, permitindo apenas a passagem de navios petroleros de países aliados e mediante pagamento.
O acirramento do tom por parte de Trump, que se intensificou após o fracasso das negociações em busca de um acordo de paz, indica que os próximos passos nas relações entre EUA, Irã e China poderão ser ainda mais complexos e carregados de consequências para a geopolítica global.






