Nos últimos anos, o investimento da China em dívida americana tem se reduzido consideravelmente, quase pela metade desde seu pico em 2013. Essa diminuição marca uma mudança significativa na relação da China com ativos financeiros dos EUA, que por muito tempo foram considerados seguros. Atualmente, o Japão e o Reino Unido superaram a China como principais credores dos EUA, evidenciando uma estratégia de Pequim voltada para diversificar e desdolarizar suas reservas financeiras.
Esse movimento não é isolado; diversos países, incluindo Índia e Brasil, têm adotado posturas semelhantes, diminuindo sua dependência do mercado de títulos norte-americano. Esse cenário é impulsionado por incertezas crescentes sobre a atratividade dos ativos dos EUA, exacerbadas por riscos geopolíticos. A crescente desconfiança em relação à solidez do dólar e à política econômica dos EUA tem levado nações a buscar alternativas, como o ouro e outras moedas locais, para proteger suas economias e ativos.
As ramificações dessa mudança podem ser significativas, pois indicam uma potencial erosão do domínio financeiro dos EUA no cenário global. A influência do dólar está sendo gradualmente questionada à medida que mais países buscam diversificar suas reservas e aumentar o uso de suas próprias moedas em transações internacionais. Essa tendência acende um alerta para Washington, que observa com preocupação a diminuição de sua hegemonia econômica no mundo.
Portanto, a medida da China não apenas reflete uma estratégia de mitigação de riscos, mas também ilustra uma mudança mais ampla nas relações econômicas globais, onde a diversificação e a busca por segurança econômica estão se tornando cada vez mais prioritárias para nações em todo o mundo.







