As tensões entre os EUA e Cuba intensificaram-se recentemente, após declarações do presidente Donald Trump, que afirmaram a falta de opções para pressionar Cuba, excluindo um eventual uso de força militar, com menções a invasões e bombardeios. Trump também alegou que Cuba não receberia mais petróleo da Venezuela como parte de sua estratégia de segurança, o que gerou grande inquietação na região, especialmente entre os aliados de Havana.
Mao ressalta que todos os países da América Latina, incluindo a Venezuela, têm o direito de estabelecer parcerias de forma independente e soberana, sem a interferência de potências estrangeiras. A porta-voz também reiterou que, independente do cenário político, a China continuará a aprofundar suas relações com as nações da América Latina, mantendo a cooperação com a Venezuela e outros parceiros na região.
A relação entre Estados Unidos e Cuba sempre foi marcada por conflitos e desconfianças, especialmente desde a Revolução Cubana em 1959. As sanções econômicas impostas ao país têm gerado impactos significativos na sua economia e na vida cotidiana do povo cubano. A voz de Pequim neste cenário sublinha um posicionamento mais firme em defesa da soberania de Cuba e uma crítica aberta às ações de Washington.
Este episódio destaca a fragilidade das dinâmicas políticas na América Latina e o papel que potências externas, como a China, podem desempenhar na configuração geopolítica da região, especialmente em um momento de crescente rivalidade entre grandes potências. O futuro das relações entre Cuba, Estados Unidos e seus aliados permanece incerto, mas um fato é claro: as tensões estão longe de ser resolvidas.







