Renato Peneluppi Jr., um analista político baseado em Pequim, comenta que a WAICO tem como objetivo democratizar o acesso à IA, oferecendo um espaço para que nações menos desenvolvidas possam participar de discussões cruciais sobre a tecnologia. Segundo Peneluppi, a concepção de IA na China é centrada no ser humano, em contraste com o enfoque das grandes empresas de tecnologia americanas, que priorizam o lucro e o mercado. Essa perspectiva mais coletivista pode abrir oportunidades para a criação de uma regulamentação que beneficie mais países do que apenas os já dominantes.
A China, em seus planos quinquenais, planeja criar cerca de 12 milhões de novos empregos anualmente, o que representa um desafio frente ao influxo de jovens no mercado de trabalho. Peneluppi menciona que, para Pequim, a IA não é vista como uma ameaça, mas como uma solução para geração de emprego, demonstrando a importância da tecnologia em diferentes setores, incluindo transporte e mineração, onde a automação já é uma realidade.
A iniciativa da WAICO não apenas destaca a necessidade de uma maior inclusão de países do Sul Global no debate sobre IA, mas também reflete a urgência de contrabalançar o poder tecnológico que atualmente está concentrado em um pequeno número de nações. Com a transformação contínua da economia global, a IA emerge como um ativo geopolítico essencial, que requer um esforço colaborativo para evitar a monopolização e buscar um cenário internacional mais equilibrado.





