Durante a expedição, a equipe de pesquisadores obteve cerca de 90 quilos de basalto, um material fundamental para o entendimento das características do manto terrestre e dos processos geológicos profundos. Além disso, foram coletados nódulos polimetálicos e amostras de água profunda, que são cruciais para estudos ambientais e de recursos minerais. O Serviço Geológico Marinho de Guangzhou reportou que a equipe utilizou uma variedade de métodos de levantamento para maximizar a eficiência da coleta e a qualidade dos dados obtidos.
Um dos destaques da missão foi a testagem da primeira estação eletromagnética de aquisição de dados da China, capaz de operar a profundidades de até 10.000 metros. Este sistema foi avaliado em mar aberto e demonstrou desempenho robusto, validando as inovações tecnológicas desenvolvidas para a exploração em grandes profundidades. A capacidade de adquirir dados com alta precisão é um passo crítico para entender os ecossistemas marinhos e os recursos presentes nas zonas abissais.
Os pesquisadores também obtiveram dados em uma zona de rift abissal a 7.737 metros de profundidade, com todos os indicadores cumprindo os padrões esperados para pesquisas dessa complexidade. O engenheiro Wu Zebin destacou que esses avanços na tecnologia de levantamento eletromagnético representam um salto significativo nas capacidades de pesquisa sobre os sistemas da zona hadal.
Essas conquistas não apenas reforçam a presença da China em projetos internacionais de perfuração oceânica, mas também a posicionam como uma nação líder em exploração científica de oceanos profundos. O fortalecimento da infraestrutura e das tecnologias de pesquisa marinha indica um futuro promissor para a pesquisa oceânica na China, sustentando assim a busca por novos conhecimento.
