China impulsiona infraestrutura integrada para exploração de recursos naturais com tecnologia inovadora em geologia, mineração e engenharia marítima, anunciando avanços significativos até 2030.

A China está dando um passo decisivo na exploração de recursos naturais ao combinar suas infraestruturas aeroespacial, terrestre e marítima, de acordo com anúncios recentes do Ministério de Recursos Naturais do país. Um dos pilares dessa iniciativa é o satélite Ludi Tance-1, que representa um marco na capacidade de monitoramento geológico do território chinês. Esse satélite, desenvolvido independentemente pelo país, utiliza tecnologia de radar interferométrico de banda L (InSAR), permitindo a coleta de dados mensais essenciais para a detecção de deformações geológicas.

Antes do lançamento do Ludi Tance-1, a China dependia de satélites estrangeiros para obter dados preciosos. Agora, os dados gerados pelo satélite estão sendo amplamente utilizados em diversas áreas, incluindo a prevenção de desastres geológicos, proporcionando uma autonomia significativa no monitoramento da segurança ambiental.

Paralelamente, a China tem avançado em sua capacidade de exploração de recursos minerais, especialmente com a descoberta substancial de depósitos de cobre na Região Autônoma do Tibete. Desde o 14º Plano Quinquenal, as inovações nas teorias de depósitos e nas tecnologias de exploração têm transformado o setor, garantindo uma maior segurança no abastecimento desses materiais estratégicos. Além disso, o país está investindo na extração de metais raros, como gálio, germânio e índio, aumentando a taxa de recuperação desses recursos durante o processamento mineral.

As inovações na engenharia naval também têm sido significativas. Projetos recentes envolveram o desenvolvimento de tecnologias para a construção de dutos submarinos, que foram aplicadas em 15 grandes operações, tanto no mercado local quanto em contextos internacionais. Isso é fundamental para o crescimento da infraestrutura marítima e a exploração de recursos do fundo do mar.

Outro destaque da estratégia chinesa é o recente mergulho tripulado no Ártico, realizado com o submersível Jiaolong. Essa missão conseguiu realizar 12 mergulhos a profundidades superiores a 10.000 metros, tornando a China pioneira em operações tripuladas nesse ambiente hostil. Tais avanços marítimos ressaltam o empenho do país em explorar novas fronteiras e assegurar seu papel como líder em tecnologias de exploração.

Em consonância com esses objetivos, o Ministério de Recursos Naturais planeja reforçar os esforços de inovação e pesquisa durante o 15º Plano Quinquenal, introduzindo um novo fundo colaborativo intitulado “Oceano e Terra”. Esse investimento em ciência e tecnologia visa acelerar a transformação das conquistas científicas em aplicações práticas, solidificando a posição da China no cenário global e garantindo o uso sustentável de seus vastos recursos naturais.

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