Em um comunicado oficial divulgado em 22 de outubro, o Ministério do Comércio da China explicou que a decisão se fundamenta em diversas leis nacionais, incluindo a Lei de Controle de Exportações e regulamentações relacionadas a itens de duplo uso. Segundo o ministério, o objetivo dessas sanções é proteger a segurança e os interesses da nação, além de cumprir obrigações internacionais. A medida visa restringir a comercialização de itens de uso dual, como tecnologia que pode ser aplicada tanto em contextos civis quanto militares, às empresas alvo das sanções.
Os operadores de exportação estão proibidos de realizar quaisquer transações envolvendo esses itens com as empresas listadas. Além disso, é vedado a indivíduos e organizações de quaisquer países ou regiões transferir ou fornecer especialmente produtos de origem chinesa a essas entidades. As operações de exportação que já estavam em andamento também devem ser imediatamente interrompidas, de acordo com o ministério.
Entre as empresas afetadas, destaca-se a USA Rare Earth, que recentemente firmou a aquisição da brasileira Serra Verde. A lista de empresas punidas inclui outras como Aveox, Teal Drones, Red Cat, Imsar, Jaia Robotics, Ball Aerospace & Technologies, Oshkosh Defense e L3Harris Maritime Services. Essa nova realidade provocou reações no mercado financeiro, com ações de empresas como Red Cat e Imsar registrando quedas de 7% e 7,5%, respectivamente. As ações da USA Rare Earth, L3Harris e MP Materials também sofreram desvalorizações, caindo entre 0,97% e 3,05%.
Curiosamente, a Oshkosh Corporation, que fabrica caminhões para usos especiais, conseguiu se desvincular dessa pressão e fechou em alta de 1,98%, demonstrando uma resiliência em meio a um cenário de instabilidade e incertezas no mercado internacional. A situação reflete a crescente tensão nas relações entre as duas potências globais, que há tempos se confrontam em diversos setores, especialmente em tecnologia e defesa.
