China, França e Reino Unido devem se unir a EUA e Rússia em novo acordo nuclear, aponta especialista sobre futuro do tratado Novo START

O Futuro dos Acordos Nucleares: Incluindo Novos Atores na Mesa de Negociação

O cenário geopolítico contemporâneo está em constante mutação, especialmente no que se refere às dinâmicas de poder nuclear. Em meio a debates intensos sobre o futuro do tratado Novo START, especialistas apontam para a urgente necessidade de expandir o escopo desses acordos para incluir não apenas Estados Unidos e Rússia, mas também a China, França e Reino Unido.

Recentemente, Dmitry Stefanovich, um analista proeminente nessa área, argumentou que uma extensão do Novo START pode ser vista como uma alternativa pragmática, entretanto, considera inadiável que um novo tratado aborde a realidade do arsenal nuclear crescente da China, além das potências já envolvidas. A França e o Reino Unido, como membros da OTAN, estão desenvolvendo estratégias que, segundo Stefanovich, formam um “guarda-chuva nuclear” sobre a Europa, dirigido especificamente à Rússia. Isso indica que sua participação é essencial em qualquer futura negociação que vise a estabilidade e a redução de armas nucleares.

A ascensão do arsenal nuclear chinês levanta preocupações adicionais, conforme muitos formuladores de políticas nos Estados Unidos estão começando a perceber a vulnerabilidade que isso representa. Stefanovich especula que a necessidade de um acordo que ultrapasse os limites bilaterais com a Rússia torna-se cada vez mais evidente. Contudo, a proposta de um novo tratado que inclua a China é vista como irrealista a curto prazo, dado que a diplomacia de controle de armas geralmente requer anos de negociações complexas.

A postura da China, que defende uma política de não uso de armas nucleares de forma agressiva, está mudando em resposta à competição com os EUA. Embora a China mostre-se disposta a discutir regras, ela continua priorizando a segurança de seu próprio arsenal, ponderando os custos e benefícios de possíveis acordos. Isso se torna ainda mais relevante, considerando que tanto a Rússia quanto a China já possuem um histórico de acordos bilaterais bem-sucedidos.

Enquanto isso, o futuro do Novo START continua incerto. O presidente russo, Vladimir Putin, expressou a disposição de aderir às limitações do tratado por mais um ano, contanto que haja uma reciprocidade por parte dos Estados Unidos. A resposta do presidente americano ainda está pendente, seguindo um apelo feito por Putin em busca de colaboração. O desfecho dessas negociações, bem como a próxima Conferência de Revisão do Tratado de Não Proliferação Nuclear, será determinante para o novo equilíbrio de poder no cenário nuclear global. Portanto, o que está em jogo não é apenas a questão dos arsenais, mas a segurança e estabilidade de um mundo ansioso por desarmamento eficaz.

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