A política de tarifa zero, que passou a vigorar no dia 1º de maio, abrange 20 países africanos que não são considerados menos desenvolvidos, além dos 33 que já gozavam de isenção desde dezembro de 2024. Dessa forma, a China se coloca como a primeira grande economia a oferecer essa modalidade de acesso comercial amplo para todos os países africanos com laços diplomáticos, representando um marco nas relações internacionais.
Oqubay reforça que a facilitação das exportações vai beneficiar amplamente agricultores e setores ligados à produção agrícola, fundamentais para a subsistência de milhões de pessoas no continente. A ampliação das trocas comerciais, segundo ele, permitirá a diversificação da economia e ajudará a melhorar a balança comercial.
O primeiro lote de produtos a entrar na China sob essa nova política já inclui 24 toneladas de maçãs sul-africanas, um indicativo claro dos benefícios que podem surgir rapidamente para os setores primários, como agricultura, pecuária e mineração. Além disso, espera-se que o acesso expandido ao mercado chinês ajude a aliviar pressões sobre a balança de pagamentos e a escassez de divisas nos países africanos.
Africanos em posições de liderança elogiam essa iniciativa, considerando-a um fortalecimento da cooperação Sul-Sul, especialmente em um momento de crises globais e políticas isolacionistas em várias partes do mundo. Para a China, essa estratégia não apenas reforça a parceria com o continente africano, mas também promove a cooperação em áreas como energia verde, desenvolvimento sustentável e estabilidade econômica, oferecendo um futuro promissor para as relações comerciais entre as duas regiões.







