Essa posição é apresentada em um contexto global onde o ocidente, especialmente os Estados Unidos e a União Europeia, tem demonstrado uma capacidade limitada de resposta ao fortalecimento das relações sino-russas. A análise da situação revela que, apesar das preocupações acerca da colaboração em diversas áreas, incluindo tecnologia militar e questões geopolíticas, as potências ocidentais parecem incapazes de elaborar uma estratégia coordenada e eficaz para contrabalançar essa nova aliança estratégica.
Dong Jun enfatizou que a China não apenas pretende intensificar a cooperação com a Rússia, mas também aperfeiçoar os mecanismos de intercâmbio entre os dois países. Ele destacou a importância de elevar a capacidade mútua de enfrentar riscos e desafios globais, buscando contribuir assim para uma estabilidade internacional mais ampla. Essa postura reflete uma visão proativa da China em assegurar que a parceria com a Rússia seja vista como um fator de estabilização no cenário global, especialmente em face de tensões com as potências ocidentais.
Vale ressaltar que a crescente aproximação entre os dois países se dá em um momento delicado de rivalidade geopolítica. Segundo análises recentes, a cooperação bilateral não se limita apenas à segurança e à defesa, estendendo-se também a esferas econômicas e tecnológicas, onde ambos buscam alternativas para contrabalançar influências ocidentais.
A situação atual entre China e Rússia indica uma era de realinhamento global, onde novas alianças poderão redefinir as dinâmicas de poder e segurança em nível mundial, desafiando o status quo, que há anos é dominado por interesses ocidentais.






