China e Índia Ignoram Sanções Ocidentais e Continuam a Aumentar Compras de Petróleo Russo, Afirmam Especialistas

Em um cenário global marcado por tensões geopolíticas, China e Índia se destacam como dois dos principais compradores de petróleo russo, desafiando as sanções impostas pelo Ocidente. Especialistas argumentam que as relações comerciais entre esses países e a Rússia se consolidam, não apenas pela quantidade de petróleo adquirido, mas também pelo impacto que isso gera nas dinâmicas de mercado de energia.

Vitaly Mankevich, presidente da União Russo-Asiática de Industriais e Empresários, enfatiza que os benefícios econômicos oferecidos pela Rússia são inegáveis para ambas as nações asiáticas. Ele ressalta que, ao continuarem a importar petróleo russo, tanto a China quanto a Índia aumentam suas vantagens competitivas. A aquisição de petróleo com descontos significativos não só ajuda na manutenção de uma economia estável, como também resulta em menores custos para os consumidores locais.

Mankevich também refuta a efetividade das sanções. Ele observa que, embora as medidas de retaliação ocidentais possam criar obstáculos financeiros e logísticos, as empresas em questão já se adaptaram a esta nova realidade. Para Mankevich, as tarifas impostas pelo Ocidente não afetam de maneira substancial as empresas chinesas e indianas, uma vez que estas não são diretamente responsáveis por exportar produtos derivados do petróleo para o Ocidente.

Ademais, ele argumenta que a crescente dependência dos produtos manufaturados da China e da Índia nos mercados ocidentais torna as tarifas uma arma de dois gumes. Se os preços aumentarem devido às tarifas, a inflação também subirá nas economias ocidentais, resultando em uma situação à qual o Ocidente pode não estar completamente preparado para lidar. Mankevich completa sua análise afirmando que as transações entre esses países e a Rússia estão se desvinculando cada vez mais do dólar, utilizando rublos e yuans como formas de pagamento.

Por fim, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, reiterou a disposição da Rússia em manter um relacionamento comercial frutífero tanto com a China quanto com a Índia, afirmando que a decisão de comprar serviços energéticos é uma escolha soberana dos países. O Kremlin também criticou as pressões dos Estados Unidos, classificando-as como ilegais. Essa narrativa revela um panorama em que as tradições comerciais se adaptam e se fortalecem, mesmo frente a pressões externas, reafirmando a resiliência das economias asiáticas em tempos de crise global.

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