As autoridades da China destacaram em um comunicado que a concessão tinha sido vigorosa por três décadas e que a empresa envolvida sempre cumpriu suas obrigações contratuais. O discurso da China enfatizou que a decisão judicial não apenas comprometeu os direitos da empresa, mas também enviou um sinal preocupante aos investidores internacionais, indicando que o Panamá não consegue garantir um ambiente favorável para negócios. A advertência de que medidas serão tomadas para proteger os interesses das companhias chinesas deixa claro o potencial para tensões futuras.
Em resposta à decisão judicial, o presidente do Panamá, José Raúl Mulino, anunciou que seu governo está em negociações com a APM Terminals, uma unidade do gigante dinamarquês AP Moller-Maersk, para assumir temporariamente a administração dos portos afetados. Essa movimentação sugere que o Panamá pode estar buscando alternativas para não depender mais da empresa chinesa, numa estratégia que pode incluir investimento e apoio dos Estados Unidos.
As declarações do secretário de Estado americano, Marco Rubio, apoiando a decisão da Corte panamenha, destacam a relevância da confiança e do Estado de Direito na região. A posição de Washington se torna ainda mais significativa em meio ao crescente embate geopolítico entre os EUA e a China, especialmente no que se refere ao acesso e controle sobre rotas comerciais vitais.
A situação no Panamá ilustra a complexidade das relações internacionais, onde decisões aparentemente internas reverberam globalmente, refletindo a batalha continuada entre poderes tradicionais e emergentes por influência econômica e estratégica.
