No entanto, apesar da robustez das exportações, políticas protecionistas adotadas por nações ocidentais, em especial os EUA, têm começado a corroer a demanda externa, colocando em risco a sustentabilidade desse crescimento. O cenário interno da China apresenta desafios ainda mais graves. No segundo trimestre de 2026, a demanda interna deteriorou-se, elevando o risco de que o crescimento econômico do país fique abaixo do seu potencial. Enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu apenas 4,3%, sustentado pelas exportações, a fraqueza do consumo interno limita as perspectivas de recuperação.
Diante dessa situação, o governo chinês enfrenta um dilema: como estimular a economia doméstica sem exacerbar os desequilíbrios existentes. Com uma meta anual de crescimento entre 4,5% e 5%, as autoridades têm a opção de implementar novas medidas de estímulo. Entre as propostas em análise, a valorização gradual do yuan, junto com um aumento nos gastos internos, surge como uma solução potencial. Economistas do Goldman Sachs sugerem que essa combinação poderia reduzir as pressões externas e, ao mesmo tempo, melhorar as condições de crescimento no mercado interno.
Embora essas estratégias não sejam uma solução mágica para os desafios que a China enfrenta, analistas acreditam que esse caminho poderia colocar a economia em uma posição mais sólida, ajudando a equilibrar os efeitos das tensões globais e criando um ambiente mais estável para o crescimento no futuro. A necessidade de ajustes na política econômica nunca foi tão evidente, e as ações do governo nas próximas semanas poderão ter um impacto significativo no rumo do crescimento chinês.
