China alerta sobre guerra comercial após ameaça de Trump aumentar tarifas: bolsas europeias abrem em queda e economistas temem recessão global.

A China manifestou preocupação nesta terça-feira (26/11) diante das recentes declarações do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, acerca do aumento das tarifas alfandegárias sobre produtos chineses. Em comunicado, autoridades chinesas afirmaram que “ninguém vencerá uma guerra comercial” e que estão dispostas a manter o diálogo com os Estados Unidos.

A reação de Pequim veio após Trump anunciar sua intenção de implementar novas medidas tarifárias, taxando em 10% os produtos provenientes da China, além de aumentar as tarifas sobre mercadorias mexicanas e canadenses para 25%. Esta ação já refletiu nos mercados financeiros europeus, que abriram em queda nesta terça-feira, com as principais bolsas apresentando desvalorizações.

O presidente eleito dos EUA reforçou suas promessas de campanha, afirmado que irá impor tarifas de 25% sobre todos os produtos que entram no país, com o objetivo de combater o tráfico de drogas e a imigração ilegal. Além disso, Trump anunciou um aumento das tarifas aduaneiras em até 60% para produtos chineses e 200% para veículos do México.

Diante deste cenário, a China já busca alternativas para reduzir a dependência do mercado americano, buscando fortalecer relações comerciais com o Sul global e a Europa. Além disso, políticas internas visam impulsionar o consumo interno e investimentos em infraestrutura para minimizar os impactos das novas taxações.

Economistas alertam para os efeitos negativos que as tarifas propostas por Trump podem ter, não apenas na economia americana, mas também na global. O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que as tarifas poderiam reduzir o crescimento econômico global em 0,5%, podendo levar a uma recessão mundial.

Diante desse contexto, é evidente que a imposição de tarifas punitivas pode afetar não apenas as relações comerciais entre China e EUA, mas também a estabilidade econômica global. O diálogo e a cooperação entre as nações se tornam essenciais para evitar uma escalada prejudicial de medidas comerciais retaliatórias.

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