Guo observou que, para evitar qualquer ressurgimento do militarismo japonês, documentos históricos como a Declaração do Cairo e a Proclamação de Potsdam estabelecem a necessidade de um Japão “completamente desarmado” após a Segunda Guerra Mundial. Ele ressaltou que a atual Constituição japonesa impõe restrições severas à força militar do país e ao direito de beligerância, princípios que agora parecem em risco devido às recentes iniciativas do governo japonês.
Essas declarações refletem a preocupação da China de que as novas políticas do Japão contradizem sua autoproclamada “dedicação à paz” e sua estratégia de “defesa exclusivamente defensiva”. Especialistas e acadêmicos chineses temem que o Japão esteja se aproximando de uma reativação de sua “máquina de guerra”, o que, segundo Guo, também significaria a possibilidade de “exportar guerras”.
A iniciativa do governo japonês foi formalizada com a aprovação do gabinete e do Conselho de Segurança Nacional, modificando os “três princípios” que limitavam severamente a transferência de equipamentos e tecnologia de defesa. Com a nova abordagem, o Japão passa a permitir a venda de equipamentos militares ao exterior, incluindo armamentos letais, abandonando uma classificação anterior que restringia exportações apenas a categorias não combativas, como transporte e vigilância.
Embora a nova legislação mantenha a proibição de exportação de armamentos a países em conflito, ela abre espaço para exceções em “circunstâncias especiais”, se ajustando às necessidades de segurança do Japão. O governo promete que essa mudança visa fortalecer sua indústria de defesa e base tecnológica, mas a região observa com cautela os desdobramentos dessa flexibilização nas normas de exportação de armamentos.







