China adota estratégia oposta aos EUA na política tarifária e abre mercado para importações, segundo estudo da Economist Intelligence Unit.

China e EUA: Conflito de Estratégias Comerciais em Tempos de Tensão

As táticas comerciais da China e dos Estados Unidos apresentam um contraste notável, refletindo abordagens diametralmente opostas em um cenário de crescente competição global. Enquanto a administração americana endurece sua política comercial, aumentando as tarifas sobre uma variedade de importações, a China se movimenta na direção oposta, implementando cortes significativos nas taxas de importação e promovendo a abertura de sua economia.

Dados recentes indicam que a tarifa média efetiva da China caiu continuamente ao longo da última década, alcançando um valor notável de apenas 1,3% em 2025, posicionando-o entre os níveis mais baixos do mundo. Adicionalmente, o governo chinês já anunciou que eliminará todas as tarifas para a maioria das importações oriundas da África, como parte de sua estratégia de fortalecer laços comerciais com países em desenvolvimento. Essa manobra é vista como um estímulo ao comércio internacional e uma tentativa de garantir acesso a recursos estratégicos.

Em contrapartida, a política tarifária dos EUA atinge um patamar elevado, com uma tarifa média efetiva de 11,2% em 2025, o mais alto desde 1943. Essa escalada tarifária é refletida nas decisões da administração de Donald Trump, que não hesitou em lançar ameaças de novos impostos a nações europeias. Os consumidores e importadores americanos, neste cenário, estão pagando um preço elevado, assumindo quase todo o ônus financeiro decorrente das tarifas implementadas.

Um estudo do Instituto de Economia Mundial da Alemanha revela que a carga da política tarifária dos Estados Unidos tem recaído principalmente sobre a economia interna, contrariando as declarações feitas por Trump. A pesquisa evidencia que a maioria dos custos adicionais é suportada pelos consumidores e pelas empresas americanas, não pelos países que sofreram as taxas.

Esse cenário ilustra um dos maiores desafios da política comercial contemporânea: enquanto os EUA optam pelo protecionismo como resposta a uma economia global cada vez mais competitiva, a China procura se afirmar como uma alternativa mais aberta, buscando se consolidar como um polo de atração para negócios internacionais e investimento, especialmente em um ambiente econômico global instável.

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