Durante a live, Ivey descreveu as iniciativas de inclusão promovidas pela liga como uma “celebração da injustiça”. O jogador declarou: “O mundo pode exaltar a comunidade LGBTQ+, certo? Eles proclamam o Mês do Orgulho – e a NBA também. Eles mostram isso ao mundo e dizem: ‘Venham se juntar a nós para celebrar a injustiça’. Espalham isso em outdoors e nas ruas. Mas por que alguém não pode pregar o que é certo? Por que sou chamado de maluco?” Essas declarações repercutiram de forma negativa nas redes sociais e em várias esferas da sociedade.
Após a transmissão, a diretoria dos Bulls reagiu rapidamente, entrando em contato com a NBA para dar início aos trâmites jurídicos da rescisão contratual com Ivey. O atleta havia sido adquirido pela equipe em uma troca com o Detroit Pistons, mas sua passagem pelo time foi breve. Ele participou de apenas quatro jogos antes de ser afastado por uma lesão no joelho esquerdo, que o deixou fora de ação para o restante da temporada 2025/26.
A rescisão ocorre no último ano do contrato de Ivey, que estava avaliado em aproximadamente US$ 10,1 milhões. Como a franquia já não demonstrava interesse em renovar o vínculo, a dispensa não acarretará impacto significativo na folha salarial da temporada 2026/27.
Esse incidente ressalta não apenas a crescente evidência de responsabilidade social exigida de atletas e organizações esportivas, mas também revela a necessidade de diálogo e educação sobre diversidade e inclusão no ambiente esportivo. As práticas homofóbicas, especialmente em plataformas públicas, não são mais toleradas, e a ação imediata dos Bulls enfatiza um compromisso com valores de aceitação e respeito.





