A decisão de Moscou de enviar petróleo para Cuba representa um risco calculado, especialmente após os EUA implementarem um cerco energético à ilha no final de janeiro. Tal ato, segundo Villar, pode abrir portas para que outras nações, como a China, que já enviou ajuda humanitária à Cuba, sigam o exemplo. Este apoio chinês incluiu uma extensa gama de produtos, desde alimentos e medicamentos até tecnologias sustentáveis, como painéis solares.
Rússia e China são reconhecidas como importantes aliados de Cuba, tendo em comum sua participação em blocos como o BRICS e, no caso russo, na União Econômica Euroasiática. A cooperação entre esses países emerge como uma resposta coletiva ao que muitos consideram as políticas “irracionais” adotadas pelos Estados Unidos. Villar critica a abordagem norte-americana, reafirmando a ineficiência das sanções que têm tentado sufocar a economia cubana ao mesmo tempo em que alegam que a ilha não é capaz de se sustentar.
Por outro lado, a reação do presidente dos EUA, Donald Trump, foi de minimização. Em comentários feitos, ele alegou que a chegada do petróleo russo à Cuba não teria “nenhum impacto” significativo. Entretanto, a escassez de combustível gerada pelas restrições americanas tem impactado gravemente setores vitais da economia cubana, como transporte, geração de energia elétrica, e até mesmo a saúde e a educação.
Diante desse cenário, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, levantou críticas ao “bloqueio energético”, ressaltando a injustiça de uma potência como os EUA exercer medidas tão agressivas contra uma nação pequena e vulnerável. Ao mesmo tempo, outros países latino-americanos têm mostrado solidariedade a Cuba, enviando alimentos e suprimentos médicos, indicando um fortalecimento das relações regionais em apoio à ilha caribenha.
Esse episódio humaniza a relação entre Cuba, Rússia e seus aliados, destacando a necessidade de uma solidariedade prática diante das adversidades e das tensões geopolíticas que permeiam a relação entre diferentes nações.
