Com a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Ozivy estará nas prateleiras das farmácias a partir do dia 15 de junho. A distribuição inicial contemplará mais de 500 mil unidades, com a expectativa de atender, em um primeiro momento, as principais redes farmacêuticas do país, expandindo sua cobertura gradualmente.
O preço do Ozivy varia conforme a dosagem: será vendido a R$ 452 mensais para as doses iniciais de 0,25 mg e 0,5 mg, enquanto a dose de 1 mg custará R$ 497. Pacientes que se inscreverem no programa Vida + Leve da EMS Saúde poderão aproveitar uma promoção, pagando R$ 861 nos primeiros três meses de tratamento, reduzindo o custo mensal para R$ 287.
Produzido na fábrica da EMS em Hortolândia, São Paulo, o Ozivy possui uma capacidade de produção que pode alcançar até 40 milhões de canetas anualmente. O investimento na instalação de uma plataforma de peptídeos, empregada também na fabricação de outros medicamentos, foi superior a R$ 1,2 bilhão.
A caneta tem sua indicação voltada para adultos com diabetes tipo 2 que não apresentam controle adequado da doença, devendo ser utilizada em conjunto com dieta e exercícios físicos. Assim como outras opções disponíveis, o Ozivy é um medicamento injetável semanal que requer armazenamento em geladeira, uma característica importante para garantir a eficácia do tratamento.
Um diferencial da nova caneta é que ela se classifica como a primeira semaglutida sintética comercializada no Brasil. Diferentemente de seus equivalentes, como o Ozempic e o Wegovy, que são originários de processos biológicos, o Ozivy foi desenvolvido por meio de síntese química. Embora não seja classificado como um genérico, devido às especificações da legislação brasileira sobre medicamentos biológicos, a chegada de novos novos produtos ao mercado possibilita a esperança de uma redução de preços, estimando-se que alternativas similares possam ser até 60% mais baratas.
Apesar da recente aprovação, a inclusão do Ozivy no Sistema Único de Saúde (SUS) ainda não está garantida. A sua incorporação dependerá de análises de custo-benefício, e a pasta da Saúde avaliará se o medicamento será integrado à rede pública. O cenário, no entanto, parece promissor, especialmente considerando que a concorrência tende a levar a uma diminuição nos preços, podendo facilitar o acesso da população a tratamentos essenciais. Em paralelo, um projeto piloto em colaboração com a Novo Nordisk já está sendo testado em unidades do SUS, o que pode abrir caminho para a utilização da semaglutida em um contexto mais amplo.





