Na carta de renúncia enviada à Junta Nacional de Justiça, Corvetto expressou a urgência da decisão. Ele acreditava que sua saída poderia facilitar a realização do segundo turno das eleições, garantindo um ambiente de confiança para os cidadãos. O ex-dirigente destacou a necessidade de restaurar a credibilidade do aparato eleitoral, que sofreu fortes abalos devido a irregularidades. Em suas declarações, ele se disponibilizou a cooperar com as investigações que estão em andamento, envolvendo a apuração de possíveis interferências no direito ao voto dos cidadãos.
A situação já vinha se deteriorando desde o dia das eleições, com diversos relatos sobre problemas na distribuição de materiais eleitorais em Lima, categorizados como falhas técnicas e operacionais. A Junta Nacional Eleitoral considerou os problemas como ocorrências isoladas, enquanto uma missão de observação da União Europeia fez alerta sobre “sérias deficiências”, embora não tenha encontrado evidências diretas de fraude.
Adicionalmente, a secretária-geral da ONPE, Yessica Clavijo, informou que os resultados das eleições presidenciais só deveriam ser divulgados por volta de meados de maio, complicando ainda mais a organização do segundo turno. Esse atraso se deve à necessidade de revisão das atas contestadas por jurados eleitorais em várias regiões do país.
Agora, com a renúncia de Corvetto e as incertezas que pairam sobre a votação, a confiança do eleitorado no sistema eleitoral está em cheque. As autoridades eleitorais enfrentam o desafio de restabelecer a credibilidade e garantir que o processo democrático não seja apenas respeitado, mas verdadeiramente confiável para todos os peruanos.







