Chefe da OMS pede pressão dos países para reverter saída dos EUA da organização, impactando programas de saúde globais.

O chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, está empenhado em convencer os países a pressionarem os Estados Unidos a reverterem a decisão do presidente Donald Trump de retirar o país da OMS. Durante uma reunião reservada com diplomatas na semana passada, Adhanom argumentou que essa saída prejudicaria a capacidade dos EUA de acessar informações cruciais sobre surtos globais de doenças.

Essa preocupação com a retirada dos Estados Unidos da OMS foi evidenciada em outro encontro na mesma semana, no qual os representantes solicitaram informações sobre como a organização lidaria com a saída de seu maior doador. Os EUA contribuem com cerca de US$ 988 milhões para o orçamento da OMS, correspondendo a aproximadamente 14% do total de US$ 6,9 bilhões.

Um documento orçamentário apresentado durante a reunião destacou que o financiamento dos EUA é fundamental para muitas das operações de emergência em larga escala da OMS, cobrindo até 40% delas. Além disso, a saída dos EUA poderia colocar em risco respostas em regiões como Oriente Médio, Ucrânia e Sudão, assim como comprometer programas de erradicação de doenças como a pólio e o HIV, resultando em perdas na ordem de centenas de milhões de dólares.

A decisão dos Estados Unidos de se retirarem da OMS causa preocupação em nível mundial, uma vez que o país é um dos maiores doadores e seu apoio financeiro é crucial para muitas das operações da organização. Espera-se que a pressão dos demais países seja capaz de reverter essa decisão e manter a participação dos Estados Unidos na OMS, garantindo assim a continuidade das ações de saúde global promovidas pela organização.

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