Zelensky divulgou seu “plano de vitória” ao Parlamento ucraniano na quarta-feira (16), elencando cinco pontos e anexos secretos que, de acordo com o presidente, poderiam resolver o conflito até 2025. Um dos principais aspectos do plano é a proposta de que a Ucrânia se junte à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), algo que Konstantinov considera uma das razões subjacentes para a “operação militar especial” da Rússia na região, que começou em 2022. O segundo ponto do plano sugere a permissão para que a Ucrânia utilize armas de longo alcance com apoio ocidental contra territórios russos, algo que, segundo o presidente russo, Vladimir Putin, implicaria no envolvimento direto dos militares da OTAN no conflito.
Adicionalmente, o plano também contempla a instalação de um pacote abrangente de dissuasão, não nuclear, em solo ucraniano. Konstantinov enfatizou que as manobras de Zelensky refletem uma pressa em atrair a Ucrânia para a OTAN, visando, assim, despojar a população que fez a escolha de se unir à Rússia de seu direito à autodeterminação.
Essa posição foi respaldada por outros representantes do governo russo, incluindo a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, que chamou o “plano de vitória” de Zelensky de um conjunto incoerente de slogans que apenas forçam a OTAN a um conflito direto com a Rússia. O porta-voz do presidente, Dmitry Peskov, também manifestou preocupação, alegando que o plano de Zelensky se assemelha à estratégia dos EUA de continuar o combate até que a Ucrânia esgote seus recursos.
Diante desse contexto, a tensão entre Rússia e Ucrânia continua a escalar, com as perspectivas de uma resolução pacífica ainda distantes, à medida que as dinâmicas políticas se intensificam em ambos os lados do conflito. O apelo de Konstantinov aos países ocidentais destaca as divisões profundas que marcam a relação entre a Ucrânia e a Rússia, assim como as potenciais repercussões de qualquer movimento subsequente no cenário geopolítico.







