Chanceler francês critica ambições de Trump sobre a Groenlândia e alerta para o retorno da era da ‘lei do mais forte’ na geopolítica.

Na última quarta-feira, o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, abordou as polêmicas declarações do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação à Groenlândia. Durante uma entrevista, Barrot criticou a ideia de que os Estados Unidos devam controlar a ilha, afirmando que a Europa não permitirá a violação de suas fronteiras soberanas por nenhum Estado. Essa resposta é uma reação direta às afirmações de Trump, que, no dia 23 de dezembro de 2024, declarou que possuir a Groenlândia era “uma necessidade absoluta” ao nomear um novo embaixador na Dinamarca.

As autoridades da Groenlândia e da Dinamarca reafirmaram, em diversas ocasiões, que a ilha não está à venda. Apesar das insistências de Trump sobre a importância estratégica da Groenlândia para a segurança nacional dos Estados Unidos, bem como para a defesa contra nações como China e Rússia, Barrot argumentou que a natureza imperialista americana não está em ascensão. Entretanto, ao contradizer essa afirmação, o chanceler francês destacou uma possível volta a uma “lei do mais forte”, insinuando que a geopolítica atual poderia permitir ações mais agressivas por parte de alguns países.

Durante a mesma conversa, Barrot alertou que a Europa precisa tomar medidas adicionais para se fortalecer, enfatizando que, diante de ameaças externas, é imprescindível a unidade europeia. Em um tom provocativo, Trump não descartou a possibilidade de utilizar a força militar para garantir o controle sobre a Groenlândia e o estratégico canal do Panamá, refletindo uma visão expansionista que preocupa aliados e adversários.

Em dias recentes, Trump também compartilhou um mapa em sua rede social, onde incluía o Canadá como parte dos Estados Unidos, alimentando as especulações sobre suas intenções de transformar o país vizinho no 51º estado americano. A combinação de tais declarações gera um clima de tensão nas relações internacionais e suscita receios sobre as direções futuras da política externa americana.

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