Chanceler do Irã atribui violência em protestos a “elementos terroristas externos” e alerta EUA sobre possibilidade de intervenção militar.

Tensão no Irã: Chanceler Atribui Violência em Protestos a ‘Elementos Terroristas Externos’

Em meio à crescente turbulência no Irã, o chanceler Abbas Araghchi fez declarações contundentes, atribuindo a violência que marcou os recentes protestos no país à interferência de grupos terroristas operando sob a direção de potências estrangeiras. Em entrevista ao canal Fox News, Araghchi afirmou que a recente onda de manifestações, que se intensificou a partir de dezembro de 2025, é resultado não de descontentamento interno, mas de uma estratégia orquestrada para provocar uma escalada do conflito.

Os protestos ganharam força após a desvalorização significativa da moeda local, o rial iraniano, e foram catalisados por apelos de figuras da oposição, como Reza Pahlavi, filho do xá deposto em 1979. As manifestações, inicialmente pacíficas, rapidamente se transformaram em confrontos entre manifestantes e forças de segurança, resultando em várias mortes e feridos de ambos os lados.

Araghchi descreveu a atuação de grupos organizados que imitaram táticas do Daesh, a organização terrorista conhecida internacionalmente. Essa abordagem, segundo ele, visava aumentar o número de fatalidades e chamar a atenção da comunidade internacional, especialmente dos Estados Unidos, com a finalidade de justificar uma intervenção externa. “Eles começaram a atirar contra a polícia e as forças de segurança, buscando justamente provocar uma resposta que legitimasse a intervenção”, declarou.

Durante a entrevista, o chanceler lançou um apelo ao presidente norte-americano, exhortando por uma abordagem diplomática em vez de militar. Ele enfatizou que, apesar das experiências negativas do passado, a guerra seria a pior solução e que as vias diplomáticas poderiam trazer melhores resultados para ambas as partes.

Além disso, Araghchi ressaltou que os ataques a instalações nucleares iranianas em 2025 não afetaram a capacidade do Irã de desenvolver suas tecnologias nucleares, afirmando que essa determinação permanece intacta, independentemente das ações militares externas. O tom ressoante de suas declarações reflete não apenas uma defesa da soberania nacional, mas também um chamado à cautela por parte da comunidade internacional.

O contexto dos protestos revela uma situação delicada, com a instabilidade interna exacerbada por ações externas. Observadores apontam que a contínua repressão e os confrontos na República Islâmica podem não apenas complicar as dinâmicas regionais, mas também aumentar as tensões de maneira potencialmente desastrosa, no que se refere a um conflito mais amplo no Oriente Médio.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo