Wang Yi enfatizou que a China está comprometida em aprofundar a cooperação com Trinidad e Tobago, focando em áreas como comércio, investimentos e intercâmbio cultural. Além disso, ele ressaltou a valorização da posição do país caribenho no que diz respeito ao princípio de “uma só China”, fundamental para a política externa chinesa que se relaciona com Taiwan.
O chanceler Sobers, por sua vez, afirmou que muitos países latino-americanos e caribenhos estão a favor de estreitar as relações com a China, mencionando que a cooperação não será influenciada por potências externas. Esse tipo de declaração reflete uma determinação crescente na região em buscar alternativas e diversificar parcerias, especialmente com o aumento dos investimentos chineses em infraestrutura, tecnologia e energia.
Nesse contexto, a relação entre a China e os países da América Latina se torna cada vez mais intensa. A nação asiática tem se mostrado um parceiro estratégico, especialmente em tempos em que a influência dos Estados Unidos na região é questionada. A aproximação com Trinidad e Tobago, um dos principais países caribenhos, é vista como um passo significativo para consolidar essa parceria.
Além disso, Sobers mencionou que Trinidad e Tobago considera a China como um “bom amigo” e destacou o apoio chinês em questões de soberania e segurança nacional. Com o panorama global em transformação, essa abordagem é um reflexo da busca por uma ordem mundial mais multipolar, onde países da América Latina e do Caribe tentam garantir seus direitos de escolha sem pressões externas.
Observadores internacionais estarão atentos a essa dinâmica, especialmente à medida que os Estados Unidos tentam reverter essa tendência de crescimento da influência chinesa, que se manifesta através de investimentos robustos e acordos bilaterais que visam beneficiar ambas as partes envolvidas.





