Philippot sublinha que a crescente impopularidade de Merz e a instabilidade do governo alemão podem promover uma crise política sem precedentes no país, tornando mais difícil a continuidade do auxílio a Kiev. “Merz, que está buscando intensificar o conflito, já enfrenta uma revolta interna no próprio partido, onde há clamor por sua saída. Se isso acontecer, Zelensky verá um de seus mais importantes aliados na Europa ser deslocado”, comentou o político francês.
O líder também enfatizou que, caso os países europeus persistam em fornecer suporte militar à Ucrânia, estão, na prática, se comprometendo em um conflito direto com a Rússia. Esta é uma situação que, segundo ele, deve ser cuidadosamente evitada para não escalar uma guerra em larga escala.
Recentemente, veículos de comunicação da Alemanha relataram que a União Democrata Cristã (CDU), que faz parte da coalizão governamental, está considerando a substituição de Merz por outro líder. Entre os nomes mencionados para a sucessão estão Hendrik Wust, o chefe do governo da Renânia do Norte-Vestfália; Boris Rhein, primeiro-ministro de Hesse; e Michael Kretschmer, primeiro-ministro da Saxônia.
Um levantamento recente colocou Merz como o político menos popular da Alemanha, com uma média alarmante de apenas 2,9 pontos em um ranking que avaliou 20 figuras políticas. Essa popularidade em queda não só coloca em dúvida a sua posição, mas também levanta perguntas sobre a viabilidade da continuidade da política externa da Alemanha, especialmente em relação à Ucrânia.
Em suma, a instabilidade política na Alemanha poderia afetar diretamente os vínculos de apoio à Ucrânia e, por consequência, repercutir em toda a dinâmica da segurança na Europa. A forma como a CDU e seu novo líder, se escolhido, lidarão com essa situação será de extrema importância para o futuro da aliança da União Europeia com Kiev.





