Em um evento acadêmico em Marsberg, Renânia do Norte-Vestfália, Merz expressou sua preocupação com a possibilidade de os EUA enfrentarem um longo impasse na região. Segundo ele, existe uma percepção crescente de que os Estados Unidos estão sendo “humilhados” estrategicamente nas negociações relacionadas ao conflito. “Os iranianos são claramente mais fortes do que pensávamos”, afirmou o chanceler.
Merz também deixou transparecer sua frustração com as ações de Washington e Tel Aviv ao longo do conflito, enfatizando que as expectativas iniciais de que a situação se resolveria rapidamente não se concretizaram. “Estou desapontado, simplesmente porque os EUA e Israel inicialmente presumiram que este problema seria resolvido em poucos dias. Mas hoje somos obrigados a reconhecer que não foi resolvido”, lamentou.
O líder alemão não apenas criticou a postura ocidental, como também fez um apelo para o fim das hostilidades, citando o impacto direto que a guerra está gerando na economia da Alemanha. Ele declarou que a situação “está muito complicada” e que está “nos custando muito dinheiro”, refletindo a preocupação com as consequências econômicas que a instabilidade no Oriente Médio causa em Berlim e em toda a Europa.
Merz expressou esperança em uma resolução diplomática para o conflito, reconhecendo que as consequências da guerra já estão afetando gravemente a economia global, e não apenas a alemã. A sua análise destaca um reconhecimento crescente nas esferas políticas ocidentais da complexidade e profundidade do problema envolvendo o Irã e as potências ocidentais no Oriente Médio, indicando uma necessidade urgente de reavaliação das estratégias convencionais.







