As investigações revelaram um cenário de terror. Seis outras vítimas, incluindo a sogra de Elizamar, Renata Belchior, e sua filha Gabriela, foram atraídas para um cativeiro em Planaltina através de mensagens. Em 14 de janeiro, os corpos de Renata e Gabriela foram descobertos em um veículo listado como pertencente a Marcos Antônio, a 230 km de Planaltina. Os corpos de Marcos Antônio foram localizados em 18 de janeiro, enterrados em uma cova rasa a poucos quilômetros de sua residência.
A trama se complicou ainda mais com a descoberta do cadáver de Thiago Belchior, marido de Elizamar, em uma cisterna em Planaltina, junto com os corpos de Cláudia Regina, ex-mulher de Marcos, e Ana Beatriz, filha dela. Os crimes foram motivados por uma disputa territorial sobre um imóvel em Itapoã, avaliado em R$ 2 milhões, que incluía uma cachoeira privativa e um vasto espaço de 5 hectares. A intenção dos criminosos era eliminar toda a família para assumir a propriedade.
As prisões começaram rapidamente. Gideon Batista, um dos acusados, foi detido em 17 de janeiro, seguido por seu cúmplice Horácio Carlos, que mencionou Thiago e Marcos como mandantes — uma alegação que foi posteriormente negada. Outros envolvidos, como Fabrício Silva e Carlomam dos Santos, também foram presos.
O julgamento, previsto para ocorrer no Fórum de Planaltina, trará à tona a maior chacina da história do DF. Cinco réus enfrentam acusações de homicídio qualificado, extorsão e ocultação de cadáver, com penas que, se somadas, podem ultrapassar 350 anos. O caso continua a repercutir, refletindo não apenas a brutalidade do crime, mas também as complexas dinâmicas familiares e disputas de propriedade que podem levar a tragédias imensuráveis.
