Chacina em Planaltina: Tribunal condena cinco réus a mais de 1.200 anos por assassinato de dez membros de uma mesma família

Justiça do DF Condena Réus por Chacina Histórica em Planaltina

Na noite do último sábado, o Tribunal do Júri de Planaltina proferiu uma sentença marcante ao condenar cinco réus pelo brutal assassinato de dez membros de uma mesma família, um caso que ficou conhecido como “a maior chacina da história do Distrito Federal”. O crime chocou a população e levantou questões sobre segurança pública e justiça no país.

Os homicídios ocorreram entre o final de dezembro de 2022 e meados de janeiro de 2023, em um contexto de violência extrema que deixou a região em estado de alerta. O conselho de sentença, composto por sete jurados, respondeu às acusações que incluíam homicídio, roubo, ocultação e destruição de cadáveres, sequestro, associação criminosa, além de corrupção de menores. A motivação para os crimes estaria ligada à posse de uma chácara na região do Paranoá, avaliada em cerca de R$ 2 milhões. Os réus acreditavam que eliminando os membros da família poderiam assumir a propriedade e vendê-la.

As vítimas eram compostas por diversas pessoas, cada uma com sua história e sonhos. Entre os falecidos estavam Elizamar Silva, uma cabeleireira de 39 anos; seu marido, Thiago; e três filhos pequenos. Outros integrantes da família, como avós, sogras e cunhadas, também foram brutalmente assassinados, criando um cenário de dor para toda uma comunidade.

As sentenças foram severas e somadas ultrapassam 1.200 anos de prisão. Gideon Batista de Menezes recebeu a maior pena, totalizando 397 anos, enquanto Carlomam dos Santos Nogueira e Horácio Carlos Ferreira Barbosa também foram sentenciados a penas superiores a 300 anos. O caso ainda incluiu Fabrício Silva Canhedo com 202 anos, e Carlos Henrique Alves da Silva, que ficou com uma pena de dois anos por cárcere privado.

O juiz Taciano Vogado Rodrigues Junior, que presidiu o julgamento, destacou a gravidade dos crimes e a irreparável dor das famílias afetadas. O julgamento, que durou seis dias, contou com a oitiva de 18 testemunhas e possibilitou uma resposta à sociedade sobre a busca por justiça em casos tão horrendos. Os réus, todos condenados, têm o direito de apelar da decisão, mas o impacto desse veredicto deverá repercutir por muito tempo nas vidas das famílias envolvidas e na comunidade em geral.

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