Essas informações foram disponibilizadas pela Superintendência do IBGE em Alagoas e fazem parte da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, que incluiu um recorte específico para o estado e a capital, Maceió. Ao comparar com os dados de 2019, nota-se uma queda significativa na experimentação de álcool entre os estudantes alagoanos, que caiu de 54,3% para 48,9%, representando uma diminuição em torno de 10%.
Em Maceió, a situação é ainda mais pronunciada: o percentual de estudantes que já experimentaram álcool caiu de 63,1% para 49,8%, uma redução de aproximadamente 21%. Nesse contexto, a diferença entre os sexos se torna mais acentuada: 56,4% das mulheres e 43,2% dos homens afirmaram ter ingerido álcool.
Além disso, cerca de 25,8% dos adolescentes que já consumiram álcool iniciaram essa prática antes dos 13 anos. Embora essa taxa tenha caído em relação a 2019, quando era de 28,1%, ainda se observa uma certa precocidade, sendo que as mulheres começam a beber mais cedo que os homens neste grupo. Iniciativas voltadas para a conscientização dos jovens sobre os riscos do álcool podem ser consideradas eficazes nessa trajetória de queda.
Por outro lado, o uso de drogas ilícitas entre os adolescentes em Alagoas registra 5,8%, também abaixo da média nacional de 8,3%. Nesse caso, os meninos superam as meninas em termos de consumo, com 6,8% contra 4,9%. Comparando com 2019, houve uma redução nessa faixa etária, evidenciando uma tendência positiva no que diz respeito ao uso de substâncias.
Em Maceió, o percentual de estudantes que relataram uso de drogas ilícitas é de 6,9%, um valor superior ao estadual, mas que também aponta para uma diminuição substancial em relação a pesquisa anterior. No entanto, as juventudes da rede pública continuam mais expostas a esse problema, apresentando um consumo mais que o dobro em comparação às instituições privadas, o que revela um aumento na desigualdade.
Esses dados ressaltam a necessidade de ações direcionadas, especialmente nas escolas públicas, visando não apenas à redução do consumo de substâncias, mas também à promoção da saúde e da prevenção entre os jovens, criando um ambiente de suporte e conscientização.






