O evento, que se destaca como uma das maiores manifestações religiosas da região, contou com um clima favorável, apesar das previsões de chuva que pairavam sobre a programação. Durante a dramática cena do açoite, os fiéis puderam sentir os primeiros pingos de chuva, seguidos da aparição de um arco-íris no céu, um momento que foi interpretado por muitos como um sinal de esperança e alegria.
A Via-Sacra deste ano teve como destaque a significativa participação de 167 paróquias da Arquidiocese de Brasília, o que enfatiza a relevância do evento na comunidade católica local. Ao longo do dia, os espectadores puderam testemunhar passagens dramáticas, incluindo o julgamento de Jesus e sua crucificação, todas interpretadas por um elenco dedicado que capturou a essência dos relatos bíblicos.
A cena mais aguardada, a ressurreição, marcou um momento de grande emoção, trazendo lágrimas aos olhos de muitos fiéis. A apresentação foi aprimorada com a presença de Maria ao lado de Jesus, simbolizando o amor e a fé que permeiam a tradição cristã.
Entre os desafios logísticos, foram mobilizados cerca de 215 militares e 25 viaturas do Corpo de Bombeiros do DF para garantir a segurança, e medidas de segurança como revistas pessoais foram realizadas em pontos estratégicos ao longo da encenação.
Com sua longa história, a Via-Sacra no Morro da Capelinha continua a ser um símbolo de fé e resistência para a comunidade, reafirmando a importância da celebração na cultura popular e religiosa do Brasil. A manifestação não apenas serve como um momento de reflexão espiritual, mas também como um espaço de união e solidariedade entre os participantes, consolidando-se como uma tradição que persiste ao longo das décadas.
