No entendimento de Mota, a gestão de JHC finalizou seu mandato com um uso elevado dos recursos, o que se reflete agora nos desafios financeiros atuais de Maceió. Essa percepção, vinda de um observador respeitado na política alagoana, fortalece rumores que já circulavam nos corredores da Prefeitura desde o início da transição: a nova administração se depara com limitações orçamentárias mais severas do que o inicialmente previsto.
Rodrigo Cunha, que atualmente governa Maceió, tem demonstrado cautela ao tratar dessa questão. Apesar das dificuldades, ele tem evitado fazer críticas abertas ao ex-prefeito, o que pode ser uma estratégia para minimizar tensões políticas e buscar uma colaboração mais eficaz entre as gestões. No entanto, a sombra da indisciplina fiscal de JHC ainda paira sobre os planos da atual administração.
Além disso, Mota menciona que o ex-prefeito JHC baseou sua gestão em recursos extraordinários provenientes da Braskem e da BRK, com cifras expressivas que, segundo o jornalista, já foram integralmente utilizadas antes da renúncia de JHC. Essa realidade levanta questões sobre a saúde financeira do município, que atualmente enfrenta problemas de pagamento a fornecedores, incluindo serviços essenciais como a coleta de lixo e a manutenção de praças.
Diante desse cenário desafiador, é essencial que a gestão de Rodrigo Cunha encontre estratégias eficazes para reequilibrar as contas e garantir a continuidade dos serviços à população. A transparência em relação à situação financeira da Prefeitura será fundamental para estabelecer um diálogo construtivo com a sociedade e os fornecedores, além de possibilitar a busca por novas fontes de receita e a reavaliação das prioridades orçamentárias.





